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Advogados questionam abordagem que acabou na morte de Andrei Francisquini
Redação
14.MAIO.2019

Os advogados da família de Andrei Gustavo Orsini Francisquini, morto em um tiroteio com a Polícia Militar (PM) na madrugada deste domingo (12), no bairro Batel, rebateram a afirmação de que ele estava armado. Para a defesa, é “estranho” a polícia ter visto o jornalista mexendo em uma arma, já que estava de noite e o carro tinha insulfilm.

Para o advogado Paulo Crispim, a primeira versão a ser descartada é a de que teria acontecido um confronto antes de Andrei, de 35 anos, ser morto na Praça da Espanha, em Curitiba. “Confronto é eu disparando um tiro e você retribuindo o tiro que lhe dei. Não há nenhum tiro por parte do Andrei, o Andrei não disparou nenhum tiro, segundo informação trazida pela PM. A arma encontrada no colo dele depois de toda a aquela correria, bater em carro, frenagem e tiros, estava intacta”, afirmou.

De acordo com o advogado, Andrei detestava armas e seu problema era, na realidade, com bebida. “Isso a gente não pode deixar passar, como visto no carro, o problema era bebida e a carteira de habilitação dele. Se houve de fato o que foi apontado pela polícia, foi que ele tentou fugir de uma suposta blitz”, disse Crispim, ao relatar que o homem estava a 800 metros de casa. Por isso, para o advogado é “estranha” a versão de que a PM viu Andrei manuseando uma pistola, já que além de supostamente detestar armas, o carro do jornalista tinha insulfilm e estava escuro. “Podemos verificar que o veículo tem insulfim, como que conseguiram avistar o Andrei manuseando uma arma se estava de noite, e tem insulfim? Por que tanto tiro assim em uma pessoa que sequer revidou?”, questionou.

Para Crispim, há um “certo erro” na abordagem da PM, sob o ponto de vista da família de Andrei e dos advogados. “Outro ponto é que a Polícia Civil só tomou conhecimento desse caso às 17 horas, a partir do momento que a mãe foi reclamar o corpo do filho, então isso é estranho. O carro está aqui [no 3º Distrito Policial], mas não sabemos se foi periciado. Há necessidade de perícia, colhimento das imagens de toda essa perseguição até o momento em que ele foi alvejado”, concluiu.

Uma pistola foi apreendida no carro de Andrei, e o caso segue sendo investigado pelo 3º DP. 

A Polícia Militar não se manifestou mais sobre o caso.O corpo de Andrei Francisquini será transladado para Cambará, onde deve chegar na noite desta segunda-feira (13). O sepultamento está marcado para as 9 horas de terça-feira (14) no Cemitério Municipal. (Tanosite com Rede Massa)

Carro de Andrei Francisquini foi alvejado por 16 tiros

O carro do jornalista e publicitário Andrei Gustavo Orsini Francisquini, morto na madrugada de domingo (12) em Curitiba, após suposto confronto com a Polícia Militar, foi atingido por pelo menos 16 disparos de arma de fogo, conforme apurou a reportagem. Ele estava a cerca de 700 metros de sua casa e, horas antes, havia jantado com sua mãe em um restaurante da cidade.

De acordo com o advogado da família, Paulo Crispim, o carro do jornalista foi recolhido ao Batalhão da PM após o ocorrido e a Polícia Civil não foi comunicada, apenas a Corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Científica.A morte de Andrei Francisquini, filho do diretor do jornal Tribuna do Vale de Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro paranaense, Benedito Francisquini, repercutiu em todo o Estado.

Para o jornalista, os policiais terão que provar que Andrei estava armado e efetuou disparos em via pública, conforme nota distribuída à imprensa, após a repercussão do caso. “O meu filho nunca teve uma arma na vida! Que abordagem foi essa? Alvejaram 16 vezes o meu filho e depois alegam que ele estava armado com uma pistola?”, questiona o jornalista salientando. “Queremos uma investigação rigorosa e que não seja mais um caso sem solução”, conclui.

O suposto confronto entre Andrei Francisquini e a Polícia Militar ocorreu na Praça da Espanha, no bairro Bigorrilho. O local de bares e restaurantes na área nobre de Curitiba, habitualmente é frequentado por grande número de pessoas, principalmente durante a noite. O tiroteio em razão da operação policial que resultou na morte do jornalista provocou pânico resultando no fechamento imediato dos estabelecimentos comerciais e dispersão dos clientes.

De acordo com a PM, o veículo dirigido por Andrei Francisquini estava em situação regular, sem alerta de furto ou roubo.

O corpo será transladado para Cambará, onde deve chegar no início da noite desta segunda-feira (13). O sepultamento está marcado para as 9 horas de terça-feira (14) no Cemitério Municipal. 

Luiz Guilherme Bannwart

 

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